Thursday, December 04, 2008

Contigo


Quando estive com Chauffeur Navarrus no Casino Lisboa de 4 a 10 de Novembro, antes do nosso concerto, no Arena Lounge, surgia o João Paulo Santos no Mastro Chinês.

Uma breve apresentação deslubrante que cativou sempre o público... e a banda que, nas 7 noites, fez os preparativos a tempo de estar no palco minutos antes para ver uma pequena amostra do que me foi possível conhecer hoje, bem melhor, no Finta'08.

"Contigo" Uma coreografia de Rui Horta para João Paulo Santos no mastro chinês

Figurinos e Direcção de cena Pedro Pereira dos Santos

Música Victor Joaquim e Tiago Cerqueira

"O que é que se obtém quando se mistura um excepcional intérprete com um brilhante coreógrafo? E se juntam movimentos inesperados com inebriantes artes circenses? Talvez seja preciso ver para perceber. Dois artistas portugueses, João Paulo Santos (acrobata de mastro chinês) e Rui Horta (coreógrafo), confrontam os seus universos singulares e, a partir das suas diferentes formas de expressão e ligação às coisas, criam um espectáculo único.Com força, equilíbrio e técnica, o primeiro executa uma coreografia criada pelo segundo. Um espaço vazio ocupado por um mastro – método ancestral introduzido na Europa há apenas dez anos. Um totem que marca fatalmente esse espaço e lança um desafio vertical. Um corpo que responde a esse mesmo desafio, à vertigem, ao risco e à possibilidade de queda. Raiva e virtuosismo entre o céu e a terra, que acaba por expor a própria exaustão e solidão do artista."http://www.acert.pt/programacao/registo.php?id=257

Tuesday, November 25, 2008

Miguel Mocho

"Miguel Mocho nasceu em Lisboa. Desde cedo dedicou-se à música, com a consequente acumulação de dívidas e mal-estar físico. Compôs bandas sonoras duvidosas para filmes que ninguém viu e participou, como actor, em produções que ninguém conhece. Mais tarde fez estudos em cinema, o que lhe serve para tecer comentários mais arrojados, quando vai ao Nimas. Estudou desenho e pintura, tendo abrandado a sua actividade nesta área ao constatar que até os deficientes pintam melhor os postais de Natal com os pés do que ele com as suas mãos enormes. Licenciou-se em arquitectura, como plano para arranjar uma carreira de sucesso, mas acaba por passar os dias em bares duvidosos... Viajou e residiu em vários pontos do mundo, e morrerá um dia, em parte incerta, de forma despercebida e, certamente, na miséria."


Partilho convosco a auto-biografia do Miguel que descobri hoje aqui .

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Conheci-te há...quê? 15 anos atrás, talvez... Com os Jack & Os Estripadores.
"Em 1992 Portugal acolheu a primeira Rockabilly party, onde actuaram, entre outros, os Cabeças de Gado, os Tequilla Mal, Jack & Os Estripadores e os Tenesse Boys. Outra capital manifestação rockabilly deu-se em 1996, altura em que a Metralha, editora de Almada, lançou a compilação Portugal Rockers, com informação sobre as bandas do momento(...)"

Guardo o que aprendi contigo, mesmo sem querer, bem como as memórias de alguns concertos onde partilhámos o palco... Santiago do Cacém em 1995; no Johnny Guitar; também em Mafra e anos mais tarde, com os Capitães, em Cascais, Coimbra, Tondela, Viseu... na Semana Académica com os Xutos & Pontapés... Enfim! E ainda te devo vinte euros do tempo dos contos.

Tuesday, August 26, 2008

Jimi Hendrix

Era eu miúdo quando o meu irmão apareceu lá em casa com uma cassete VHS ... um concerto do Jimi Hendrix. Para mim era um perfeito estranho... Mas o irmão mais velho ia vendo a cassete vezes sem conta e eu lá ia assistindo ao incendiar de uma guitarra no Woodstock, sem perceber qual a verdadeira razão por detrás de tal acto de vandalismo gratuito. A verdade é que comecei a admirar Jimi Hendrix, era inevitável... A energia, os temas em si, a excentricidade... a personagem. Como qualquer miúdo com 12 anos, não conseguia ficar indiferente aos solos feitos com os dentes, ou com a guitarra atrás das costas... entre tantos outros malabarismos que nos fazia pôr aquela cassete dezenas de vezes... sempre com um brilho nos olhos... Afinal, nessa fase, todos quisemos ser guitarristas... Ainda hoje me delicio a ver os videos que vou encontrando no YouTube... Ainda hoje admiro este músico que faleceu com apenas 27 anos... Neste video ele não desfaz a guitarra nem oferece depois ao público os pedaços que dela restam, como o via fazer nessa velha cassete VHS, mas consegue-se perceber que Jimi Hendrix, quando tocava, viajava por um mundo diferente... fugia, sentia e vivia momentaneamente num outro espaço qualquer, que lhe permitiu e garantiu a eternidade dos seus temas que, ainda hoje, tocam por aí...
Frequentemente ouço dizer que há guitarristas tão bons ou muito melhores... Sim, tecnicamente é bem verdade, sou obrigado a dar razão mas atenção, Jimi Hendrix foi um só... e a sua magia, o seu talento, foi e será para sempre uma referência.


Saturday, July 26, 2008

Sheila E

Conheci-a num DVD do Prince, talvez há dez anos atrás. Fiquei apaixonado.
Das melhores bateristas que alguma vez vi, com uma "onda" fora de série...
Para quem quiser perder alguns instantes, apresento-vos Sheila E.



"Daughter of musician Pete Escovedo , Sheila E. became one of the top female musicians during the 1980s due to her fierce drumming style and her Latin rhythms.
A former protégé of Prince , Sheila became a drummer in his band before branching off into solo musical projects. In addition to being considered the best female drummer alive, Sheila E. has also expanded into acting roles, most notably in the urban cult classic film Krush Groove (1985). "

Saturday, April 19, 2008

Fomos à bola




A época em que não perdemos uma única oportunidade de ver a ACADÉMICA jogar em casa.

Empate a zero com o Vitória de Guimarães.

Mais de 10000 adeptos.

Nos dias em que a Académica joga em casa há ritual:

- Café no São José
- Depois do jogo... uma ceia.

BRIOOOOOOSA! BRIOOOOOOSA!!!!

Tuesday, April 08, 2008

FUNGAGÁ MP3




No Fungagá MP3 "(...) filhos e pais assistem ao espectáculo lado a lado. Os primeiros porque esta é uma história sobre o seu tempo, a sua geração, marcada pelas novas sonoridades e tecnologias. Os segundos porque provavelmente não resistem a recordar as melodias que entoavam para adormecer ou divertir os mais pequenos. Resta-nos esperar que o público se deixe contagiar por esta construção de uma nova versão do mundo: um mundo alegre, divertido, que é, afinal, a própria imaginação." Carlos Fragateiro

Fungagá Mp3, a partir de música e letra de José Barata Moura, com texto e encenação de Claudio Hochman e arranjos e direcção musical de Daniel Schvetz, consegue alegrar pais e filhos. O espectáculo está em cena no Villaret até 1 de Junho de 2008, sábados 16h, domingos 11h e de 4ª a 5ª feira às 11h da manhã.


Bruno Huca, Catarina Guerreiro, Diogo Mesquita, Fernanda Paulo, Joana de Carvalho, João Miguel Mota, Marta Queirós, Pedro Pernas, Rita Cruz e Samuel Alves.

Eduardo Jordão Diogo Dias [Baixo eléctrico]; Eduardo Lála Luís Castelhano [Trombone]; José Luís Carvalho [Violino]; Gonçalo Santos [Bateria e piano]; José Sequeira [Guitarra eléctrica].

Wednesday, February 06, 2008

Tatuagem



Nem sempre o viste assim.


O corpo mudou por estar cansado de se ver sem aquele significado.
Baralhado com a força do desenho que o segue agora, e com o corpo mutilado por uma questão de sobrevivência, alimenta-se da razão que o levou a tal situação.

A vontade de marcar uma referência, um passo ao lado do desejo em fazer história e de ficar na memória de quem pretende, de quem entende ser relevante.
Será esse o ajudante que o conduz à glória.
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Tatuaste-te sim! Porque precisavas de sentir o teu poder naquelas agulhas que te feriram, que te rasgaram.

Sangraste o espaço que tinhas por preencher, foi sangue a mais que tinhas no corpo.
Tinhas de o tirar, tinhas de o trocar pelos riscos que formaram o símbolo da tua marca, da marca que queres deixar.

Monday, February 04, 2008

Verão 2005

Fotografia Valladolid - España 2005

Não sei se recordam daqueles dias em que o calor é tanto que mal conseguimos respirar?
Tinha chegado a Valladolid poucas horas antes, após uma noite mal dormida em Madrid e depois de atravessar duas províncias debaixo de 42-44º sem ar-condicionado.
Jantei e, enquanto tomava café numa bela esplanada, rascunhei o que a minha imaginação ia sugerindo num misto de realidade e fantasia...
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"Calor estúpido!
Não deixa de o ser, não!

Podia ser numa bela praça no meio da cidade que eu seguraria uma imperial magestosa, em cima da mesa da esplanada onde o turista paga a pronto o que eu pago ao fim do mês. Mas por acaso a praça de bela não tem nada que não seja a saída dali para fora. Volto atrás, gosto de a sentir, a cerveja a deslizar languidamente em mim. Pena a barriga que me mata.

Se eu pudesse, perdia-me aqui até ao fim do dia a beber cerveja, umas atrás das outras, apreciando e admirando as que à minha beira passam...

A caloraça começa a contornar os limites da estupidez, já vejo uma senhora a sentir-se mal, uma outra a lucrar com uns leques que se desfazem nas mãos de quem os compra, ao fim de os utilizar uma ou duas vezes, e eu mesmo já não falo por mim quando, numa qualquer birra de trânsito, disparo um automático: Vai para o c...... que "ta" f.....!" Exactamente! O que me envergonha...

Só me apetece ficar à sombra para controlar este calor que nos faz sentir loucos.

Perco a cabeça, desligo a máquina e vou direito à praia. Saio do meu diário móbil e mesmo com jeans, em tronco nú, enfio um valente mergulho no meio de uma onda violenta que me arrasta na sua crista de espuma... como a cerveja, vejam lá do que me fui lembrar...

Passei umas duas horas a brincar naquele mar que me fez viajar livremente pelos trilhos da minha infância, recordando aquelas férias no Algarve que fiz com os meus pais.

Como nos perdemos às vezes no tempo, em que a noite galopeando frenéticamente pelo horizonte a dentro, direito a nós, nos envolve com uma brisa quente típica daquelas noites de verão em que "damas da noite"* nos perfumam as ruas mas, só à noite e só no Verão.
Vou trabalhar agora, noite dentro, para compensar o que não fiz de dia."
Post de 2005 http://www.chauffeurnavarrus.blogspot.com - Calor estúpido

Saturday, January 12, 2008

Um chauffeur nas nuvens...



O Chauffeur trocou as habituais estradas locais pelos céus da zona centro.


Pilotado pelo Coronel José Oliveira, fui voar pela serra da Lousã, passando por Vila Nova de Poiares, direito a Viseu.